segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O tonico que faltava?

Belenenses e Naval defrontaram-se hoje na viragem do campeonato. Jogo em noite fria que à partida deixava antever pouco público nas bancadas, pelo frio mas sobretudo do descer dos adeptos, que têm nos últimos jogos uma triste recordação.
Seriam uma meia centena de furiosos a ocupar o sector, numa primeira parte de agradável ritmo com bons picos, onde podemos contar com a ajuda do tambor uns minutos, só o tempo dos spooters se aperceberem e de dar ordem de retirada ao objecto.
No campo, o Belenenses entrava em bom plano com boas movimentações e jogadas de perigo junto da baliza adversaria, com duas ameaças reais no inicio da partida que viriam culminar no golo de Roncato ao minuto 12. Seria desta que o Belém arrancaria para uma boa exibição?! Nada disso. Jogo frouxo e maçudo, sem grande interesse de parte a parte, tirando o suspense sempre que a bola ia de encontro ao Costinha, que quase oferece o empate quando "defendeu" um remate para o seu poste direito. Já o marcador não marcava o tempo de jogo quando o balde de àgua gelada se derramou, empate da Naval numa atitude apática dos nossos jogadores.
Passou-se o intervalo com alguma apreensão e já se esperava mais um empate...
Intervalo, desfragmentação da Furia. O povo perde-se pelos tascos e o jogo reata sem voz na bancada, pelo menos sem a nossa voz, porque as senhoras do Colectivo Maravilha fizeram disso os seus 5 minutos de fama e apenas elas eram escutadas no Estádio do Restelo. Só aos poucos a Furia foi soltando a voz numa segunda parte, por isso, nivelada por baixo, onde só depois do golo da vitória se viria a encontrar novamente.
Nas 4 linhas, Meyong volta aos campos portugueses e é recebido em êxtase pelos belenenses presentes, gritando o seu nome e aplaudindo a sua entrada. Meyong que trabalha o golo que só não é por defesa com o braço de um jogador navalista, com direito a grande penalidade e expulsão. Meyong pede para ser ele a marcar e o Zé Pedro acabar por ceder (obrigado Zé), Meyong não falha e o Belenenses passa para a frente do marcador em resultado que não mais sofriría alteração. Mais importante que ter sido o internacional camaronês a marcar o golo, penso que tenha sido o tónico do mesmo, fazendo com que muita gente adquira uma fé neste clube que tem andado com falta de chama no que ao futebol diz respeito. Não tendo defraudado as expectativas da avassaladora maioria dos presentes Meyong poderá assumir-se como um talismã e uma crença, fazendo com que o publico volte ao estádio, quando apenas 5 pontos nos separam do terceiro lugar.

Fim da partida, algumas ideias são trocadas acerca do sector furioso. Confraterniza-se com uns ultras alemães que connosco viram o jogo e vai-se ainda dar al dente, uma agrdavavel noite de domingo, portanto..