"Em 1945/46 o Belenenses ganhou o único campeonato que fugiu à hegemonia dos grandes."
"AS TRÊS TORRES DO CAMPEÃO COM GINÁSTICA MILITAR.
Capela, Vasco e Feliciano ficaram amarrados à história do Belenenses (e não só...) por grossos cordões de fama. Eram as torres de Belém. Formaram o esteio do único campeão que escapou à hegemonia dos três grandes. Na última jornada do Campeonato Nacional de 1945/46 o Belenenses precisava de vencer em Elvas para manter o primeiro lugar. Ao intervalo perdia por 0-1, resultado que servia ao Benfica (...) Naquele tempo falava-se de uma tradição arrebatante: a vertigem dos 15 minutos à Belenenses - no último quarto de hora viravam-se resultados, conquistava-se ouro, no ardor épico de pensar que tudo era possível, até o impossível. Aos 75 minutos o Belenenses empatou, por Quaresma, que despertava de madrugada e ainda noite feita apanhava o cacilheiro para estar nas Salésias à hora do treino, trabalhando depois o resto do dia como electricista. Cinco minutos depois por Rafael, o golo que valeu o título. Para estudantes de Letras, o êxito ficara a dever-se às duras sessões de treinos, "uma de ginástica... militar, outra de bola" que todos os jogadores faziam "antes ou depois de mais um dia de trabalho ou de estudos" que Augusto Silva, oficial de marinha e treinador (companheiro de jogo de Pepe e outro dos grandes símbolos do clube) lhes administrava.

Volvidos 62 anos sobre tão épica conquista, mais que os parabéns dá-se aqui um OBRIGADO aos "11" bravos que elevaram tão alto o nome da nossa mais fiel paixão, o Clube de Futebol "os Belenenses"